
PsicoNeural
Breve História da Terapia Neural

A terapia neural surgiu em 1925, na Alemanha, com os Irmãos médicos Walter e Ferdinand Huneke, que tiveram êxito no tratamento da enxaqueca da irmã utilizando procaína intravenosa. Os irmãos observaram que a enxaqueca, que até então era persistente e resistente a tratamento, não só teve melhora mas também não voltou a se manifestar considerando então os efeitos terapêuticos da procaína e sua ação na regulação do sistema nervoso
A partir dai os irmãos Huneke elaboraram um método de aplicação com injeções locais na pele, no músculo e em pontos periostais que poderiam influenciar outros órgãos (Fisher, 2012)
Em 1928, os irmãos Huneke criaram o primeiro Atlas de terapia Neural. Através da injeção de procaína, em baixa concentração, em regiões definidas do corpo é possível repolarizar a membrana celular ( devolve energia a célula), desbloqueando-a e induzindo uma nova ordem, fazendo com que seja capaz de funcionar de forma equilibrada novamente
É uma abordagem terapêutica que regula o sistema nervoso autônomo, eliminando bloqueios e reativando os mecanismos de cura do próprio organismo.
A terapia neural busca o equilíbrio dinâmico (alostase) por entender que nosso organismo não se comporta de maneira linear, é comum que haja uma desorganização, uma reação caótica mas um corpo saudável e capaz de se restabeleça desse caos mais rapidamente (autorregular).
PROCAÍNA, A GRANDE PROTAGONISTA Foi sintetizada em 1905 por Alfred Einhorn, químico alemão, que desenvolveu a substância como anestésico buscando uma alternativa menos tóxica e mais segura do que a cocaína que era amplamente utilizada na época. A alergia a procaína e raríssima ( KIDD, 2005) Essa pesquisa foi feita em um ambulatório de Procaína na Alemanha. Durante 20 anos foram feitas 500 mil aplicações sem nenhuma intercorrência. P
A procaína em baixa concentração não depende do volume, ou da quantidade, mas sim do estímulo correto, no lugar correto. Com o efeito regulador da procaína mesmo depois após sua eliminação, os pacientes continuam experimentando melhora porque os bloqueios foram eliminados e uma nova ordem foi imposta ao sistema nervoso permitindo que ele volte a se regular. Veterana, mas ainda em boa forma, a procaína é a grande protagonista desse processo. Na terapia neural trabalhamos em concentrações menores que 1%. Nessas concentrações não utilizamos a procaína de forma bioquímica, mas sim biofísica, ou seja, não queremos o efeito anestésico, mas sim bioelétrico capaz de modular o sistema nervoso do paciente.
